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04/08/2017  | Políticas Públicas

INCA cobra regulação de alimentos para evitar obesidade e câncer

Material aposta no controle do sobrepeso da população como forma de prevenção do câncer

Por Sofia Moutinho

bebida-acucarada

A relação entre o consumo de açúcar e o câncer ainda é uma surpresa para muita gente. Para alertar para isso, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançou nesta sexta, 4 de agosto, na corona do Dia Nacional da Saúde, um posicionamento oficial a respeito da ligação entre sobrepeso, obesidade e a doença. O comunicado vem na forma de um documento oficial  que visa esclarecer a sociedade sobre o tema.

O material propõe medidas políticas mais duras para evitar a obesidade e por consequência  risco de câncer. Entre elas, o aumento na taxação de bebidas açucaradas ou com adoçantes, como sucos industrializados e refrigerantes, a restrição da publicidade de alimentos e bebidas não saudáveis, a restrição da oferta destes produtos em escolase a melhoria dos rótulos dos ultraprocessados, com alertas sobre o alto teor de açúcar, gorduras e sódio.

A iniciativa está no escopo do Plano de Ações Estratégicas de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis no Brasil (2011-2022), no qual a redução da prevalência de sobrepeso e obesidade configura como uma das metas nacionais.

“O texto apoia medidas intersetoriais de regulação de alimentos que objetivam a prevenção e o controle do excesso de peso corporal, com o reconhecimento que tais medidas convergem para a prevenção do câncer”, explica a nutricionista responsável pela área Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA, Maria Eduarda Melo.

Risco real

O alerta é importante para sensibilizar a população de que as medidas propostas são reconhecidas como efetivas para a prevenção e controle do sobrepeso e obesidade e, consequentemente, para a prevenção do câncer. Este alerta tem justificativa. Aproximadamente 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e obesidade, sugerindo uma carga significativa de doença pelo excesso de gordura corporal.

O excesso de peso corporal está fortemente associado ao risco de desenvolver 13 tipos de câncer: esôfago (adenocarcinoma), estômago (cárdia), pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama (mulheres na pós-menopausa), ovário, endométrio, meningioma, tireoide e mieloma múltiplo e possivelmente associado aos de próstata (avançado), mama (homens) e linfoma difuso de grandes células B.

De olho nas crianças

Outra questão preocupante é a alimentação das crianças, com consumo de açúcar constante. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (2013), a cada 10 crianças menores de dois anos, cerca de três já tomaram refrigerante ou suco artificial, três consumiram doce, bala, ou outros alimentos com açúcar e seis comeram biscoitos ou bolos.

O documento alerta para o fato de as práticas alimentares não saudáveis e a exposição precoce ao sobrepeso e obesidade atuarem diretamente sobre o risco de câncer pelo efeito cumulativo dos fatores carcinogênicos. Sabe-se que o excesso de peso corporal nestas fases da vida aumenta o risco de obesidade e/ou câncer na fase adulta. Também destaca que a obesidade infantil não apenas compromete o bem-estar físico, como também o social e psicológico das crianças.

O tema obesidade e câncer foi pauta de um encontro recente do INCA que reuniu médicos, nutricionistas, cozinheiros e pesquisadores. A Revista Onco& esteve presente e gravou entrevistas exclusivas. Confira:

 

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